Van Basten critica a cerimônia final da Liga dos Campeões: A final deveria ser sobre futebol não comédia

Perspectiva de Van Basten

A lenda do futebol Marco van Basten expressou indignação com a decisão da UEFA de realizar um show pré-jogo poucos minutos antes do início da final da Liga dos Campeões. Com a cantora brasileira Anitta e o astro nigeriano Burna Boy entretendo os torcedores no estádio, os jogadores foram forçados a esperar antes de entrar em campo — algo que o ícone holandês descreveu como “engraçado” e desrespeitoso ao esporte. Durante a transmissão do Ziggo Sport, Van Basten criticou o timing da cerimônia: “É engraçado, muito engraçado.

Os jogadores tiveram que esperar antes de entrar em campo. Por que isso não pode ser feito antes do aquecimento? Os jogadores aqueceram e querem jogar, mas precisam esperar. A final deveria ser sobre os jogadores e o futebol, não sobre comércio e comédia. Tudo isso só para vender mais ingressos. Aconteceu na Copa do Mundo e agora aconteceu de novo na Liga dos Campeões. É engraçado!” A principal preocupação de Van Basten era que o espetáculo atrapalhasse a preparação física e mental dos jogadores, transformando o que deveria ser o maior palco do futebol em um espetáculo comercial.

A tendência crescente de shows pré-jogo

A UEFA tem se voltado cada vez mais para o entretenimento esportivo ao estilo americano, com shows pré-jogo se tornando uma constante nas recentes finais da Liga dos Campeões. 2022: Camila Cabello se apresentou antes do Liverpool x Real Madrid. 2023: Burna Boy e Anitta foram as atrações principais, ao lado do DJ Alesso. Copa do Mundo de 2022: Uma grande cerimônia de abertura recebeu críticas semelhantes por ofuscar os jogadores. Para a UEFA, esses shows são projetados para aprimorar a experiência dos torcedores, atrair audiências globais e atrair patrocinadores. Para tradicionalistas como Van Basten, eles representam uma interferência desnecessária nos maiores momentos do futebol.

Embora muitos jogadores permaneçam em silêncio sobre o assunto, alguns compartilham as preocupações de Van Basten: Os aquecimentos são projetados para atingir o pico pouco antes do início do jogo. Atrasos podem causar o resfriamento dos músculos, aumentando o risco de lesões. Mentalmente, os jogadores preparam rotinas para as finais. Pausas inesperadas podem prejudicar o foco. Ao contrário dos shows de intervalo no futebol americano, as cerimônias pré-jogo no futebol entram em conflito direto com o ritmo da partida. Van Basten, três vezes vencedor da Bola de Ouro, enfatizou que os jogadores de futebol — e não os artistas — devem ser as estrelas da noite. As reações entre os torcedores foram variadas: Torcedores mais jovens e o público global apreciam o entretenimento, especialmente quando os shows envolvem estrelas internacionais.

A tendência crescente de shows pré-jogo

Torcedores tradicionais de futebol argumentam que a cerimônia prejudica a pureza da final, transformando-a em um evento comercial em vez de um espetáculo esportivo. As mídias sociais refletiram essa divisão, com alguns elogiando a performance de Anitta, enquanto outros ecoaram Van Basten, dizendo: “Viemos pelo futebol, não por um festival de música”. A justificativa da UEFA é clara: Receita de patrocínio: Os shows pré-jogo atraem patrocinadores ansiosos por alcançar públicos de futebol não tradicionais. Valor da transmissão: O entretenimento ajuda a maximizar a audiência da TV além dos fãs de futebol.

Globalização: Shows com artistas como Anitta e Burna Boy ampliam o apelo na América do Sul, África e América do Norte. Mas críticos como Van Basten argumentam que o futebol corre o risco de perder sua identidade se as prioridades comerciais ofuscarem a partida em si. Van Basten nunca hesitou em criticar os rumos do futebol moderno. Além de seus comentários sobre cerimônias, ele já expressou preocupações com: Comercialização excessiva do jogo. Congestionamento de jogos prejudicando a saúde dos jogadores. Tecnologia do VAR interrompendo o fluxo das partidas. Suas palavras têm peso, como um dos maiores atacantes da história, lembrado por seu lendário voleio na final da Eurocopa 1988. Para ele, a essência do futebol está no que acontece em campo, não nas distrações antes do jogo.

Perspectiva de Van Basten

A final da Liga dos Campeões deveria representar o ápice do futebol de clubes — os melhores jogadores, o maior palco, o drama mais intenso. Para Marco van Basten, qualquer coisa que atrase o início do jogo ou ofusque os jogadores diminui esse espetáculo. A UEFA provavelmente continuará combinando futebol com entretenimento para maximizar o apelo global. Mas, como Van Basten lembrou aos torcedores:

“A final deve ser sobre os jogadores e o futebol, não sobre comércio e comédia.” O debate está longe de terminar — e enquanto os shows pré-jogo existirem, lendas como Van Basten continuarão se perguntando se o futebol está perdendo de vista suas prioridades.

Anitta